domingo, 8 de fevereiro de 2009

destino

the illusion of destiny in one's identity, exacts a remarkably heavy price

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

myself revealed [olhos nos olhos]

Sou alto e [acho que] não sou feio. Gosto de dançar, de esquecer tudo à volta e apenas sentir a música. Adoro música. Tem o poder de me transportar a lugares que não encontro na minha vida. O som do piano, toca directamente a minha alma como mais nada consegue.
Sou desconfiado por natureza, penso sempre que há segundas intenções na bondade dos outros, quando as coisas são demasiado boas, ou que me estão a tentar impingir alguma coisa. Para o mundo inteiro, eu sou reservado, mas para quem me conhece sou um livro aberto mesmo quando não digo nada. Nunca me revelo ao principio, a não ser que seja forçado a isso. Gosto de descobrir as pessoas, os lugares, a arte, com tempo, e deixar-las entrar lentamente em mim de forma que as sinta plenamente. Não me interessa o que o Mundo pense de mim, mas tenho necessidade de aceitação daqueles que considero importantes.

Embora pareça que tudo me passa ao lado, sinto tudo à minha volta e adoro reparar nos detalhes, nos gestos das pessoas, nos olhares, na voz, na cor, sons e cheiros; parece que ao reparar tudo se torna especial. Acredito na magia dos momentos inesperados, e que se pode encontrar a verdade na espontaneidade. Sou introspectivo, e dentro de mim [para o melhor e para o pior] borbulha sempre um mundo maior que eu.
Sou romântico, acredito a sério no amor eterno, total e incondicional [ainda que dure apenas um segundo], mas ainda não encontrei a minha rainha [ou ela não me encontrou a mim]. Adoro planear, criar e surpreender. Adoro genuinamente todas as pessoas que de uma forma ou outra fazem parte do meu mundo, tenho a consciência que é com elas que aprendo, cresço e posso ser melhor. Adoro os meus amigos e os meus irmão. São meus e completam-me.
Gosto de debater, estar, defender e partilhar o meu mundo, as minha ideias, e quem sou, mas não em vão, e só com as pessoas que respeito de verdade. Sou apaixonado em [quase] tudo o que faço. Sou intenso, entrego-me de corpo e alma e assumo a 100%, ou nem sequer vou a jogo[não vale a pena].
Lido mal com as derrotas, sou muito competitivo, e embora não me ache melhor que ninguém, sei que posso sempre aprender mais e melhor. Sou bom no que faço, profissional, responsável e dedicado, e conquisto quem está comigo. Quero sempre conhecer alguém melhor que eu, porque quero conhecer e aprender. Gosto de ser desafiado: sou focado e estruturado, tento dar o meu máximo e acredito que consigo fazer [quase] tudo aquilo a que me dedico. A minha pior derrota, é sempre aquela que sinto que podia ter feito algo mais...

Não suporto a traição, e a desconfiança corroi-me. Não gosto de jogos de poder, ou de manipulação de sentimentos, e não suporto as pessoas que se alimentam e vivem disso.
Acredito que toda a gente é um mundo, com milhares de possibilidades, virtudes e defeitos. Não gosto de gente que é estúpida por opção, acredito que há pessoas mais limitadas numas áreas mas que toda a gente tem potencial.

Adoro o mar, o universo e o fogo. Sinto-me pequeno ao pé deles e gosto de admirar os seus mistérios nas mais diversas formas.
Sou sério, mas adoro disparatar. Dizer uma série de coisas sem sentido e [/ou] ficar a filosofar sobre os temas mais complexos ou banais horas a fio.
Custa-me equilibrar os meu lados emocional vs. racional, profisisonal vs. pessoal, mas sei que finalmente estou a aprender a lidar com isso [é uma frase que repetirei até ao fim da minha vida].
Adoro escrever. Ser lido. Sinto que a escrita é uma janela para o meu mundo que não consigo monstrar de outra forma, e que é o meu refúgio onde tudo está em paz e equilibrado.
Tenho a mania de levar nos ombros um mundo maior que o meu, e preocupar-me com coisas que não devia nem que têm nada a ver comigo. Fecho-me demasiadas vezes em mim mesmo, não gosto de mostrar que também sou fraco como toda a gente, e prefiro deixar o mundo de fora a mostrar-lo. Normalmente sou forte, e consigo carregar com tudo, mesmo com os problemas de todos os outros [ou pelo menos acho que sim]. Por vezes, sou frágil e preciso de um abraço para afastar os medos e as dúvidas.

Tenho muitas falhas, muitos defeitos. Mas sei que também tenho algumas coisas boas, e que estou constantemente a tentar ser melhor. Sei quem sou. Sou o que sou, e [embora às vezes goste de viver fantasias] não preciso de máscaras nem outras personagens para poder andar de cabeça erguida.

Sem esconderijos, sem refúgios, sem medo, olho para toda a gente olhos nos olhos.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

invictus

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.


William Ernest Henley

the arrow and the song

There is no privacy that cannot be penetrated.
No secret can be kept in a civilized world.
Society is a masked ball where everyone hides his real character,
then reveals it by hiding.


Ralph Waldo Scott

Today I finally opened up. I found a wiser, elder friend to whom I was able to tell [almost] everything and how lost I feel… [some things I’m still struggling hard with]
I poured away my sorrows, and how shallow and I think they were, yet that I couldn’t drive the pain away, and how that was affecting me.
I exposed myself.
With nothing else to lose, I threw everything I’ve built so hard at risk, cleansed [part] of my soul out.
No weapons, no hiding places, no safe havens, no help, and no turning back
He proudly smiled at me, and said: “don’t think any wrong of this: it means you’re growing. Life for you is no longer a playground, and you cannot accept any longer to be driven by life, but to drive it yourself. This will the time of decisions, of cutting back with the unnecessary, and building your life for real. Whatever comes from it, it will make you solid, give you peace, and bring you true happiness. Don’t rush it, go one step at the time, trust what your heart feels. You’ll be tempted to sulk into sorrow. Don’t let it happen. Know that it is in your hands the changes you’re facing and that you are more than ready to go through them”

I understand it, and feel it in my heart, but the pain still hasn’t gone away.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

How can there be love...

... if there is no trust?

petit prince (II)

On ne connaît que les choses que l’on apprivoise, dit le renard. Les hommes n’ont plus le temps de rien connaître. Il achètent des choses toutes faites chez les marchands. Mais comme il n’existe point de marchands d’amis, les hommes n’ont plus d’amis. Si tu veux un ami, apprivoise-moi!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

de que vale

De que vale um protesto sem causa?
De que vale uma vírgula sem pausa?
De que vale um momento sem nunca o sentir?

De que vale uma ponte sem leito?
De que vale uma luta sem ter peito?
De que vale um abraço sem o repartir?

De que vale o avesso sem direito?
De que vale o remédio sem efeito?
De que vale ter a força sem o arremesso?
De que vale a partida sem destino?
De que vale o final sem o começo?

Quantas vezes parar não é desistir...Só ficar a ouvir
Quantas vezes esquecer não é p’ra fugir
Quantas vezes calar não é consentir...Só parar p’ra ouvir
Quantas vezes sorrir... não é a fingir

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

lettre à Sabina

there are some things you should know.
I will charm you, tease you, lure you into my arms. You may have a midnight dance, or a sunrise kiss. We’ll laugh under the starts, dance in the snow and stand out in a crowd. I’ll show you that men and women are always terrified of the unexpected, and show you how feeble are their attempts to control what’s beyond them. I’ll let you savour the beauty of the unique and magic moments when you make your fantasies come true. You will see a universe full of colour, sounds and emotions, where every step may be an adventure, a leap into an unending abyss [, or just a step forward like any other].
But, you will not see me.
I’ll let you see glimpses of me, moments of pure truth. I’ll show you my lair and my kingdoms. Take you to some of my magic places. I’ll even care for you; protect you if [and only if] you need me to. I’ll embrace you and dry your tears when you’re sad. Bring in the champagne when you’re happy. And be there for you [sometimes]. But you will not see, nor have my heart.
For He, is neither mine to keep nor to show. It belongs to Her: my beloved one, my queen and my pain. She’s the only woman with who I can do magic, the one I’m always home with, the only one I gave my love, heart and life to. She’s the one I miss. And although we’re not together, she knows I’m just a whisper away and when she calls [or I find her, whatever comes first], I’ll go to the gates of Heaven [or Hell], just to bring her back. She ran away now, she’s afraid to dream, be happy and in doing so ruining others’ lifes. I am relentlessly and patiently looking for her, as she’s the only one who can make me happy.
So, although I’m here [and I may be playing], my heart is not, and for that, I cannot love you as all my love belongs just to Her.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

unbearable lightness of being

...because life occurs only once and never returns, no one's actions have any universal significance. This idea is deemed unbearable because as humans, we want our lives to mean something, for their importance to extend beyond just our immediate surroundings

petit prince (I)

You're lovely, but you're empty," he went on.
"One couldn't die for you. Of course an ordinary passerby would think my rose looked just like you. But my rose, all on her own, is more important than you altogether, since she's the one I've watered. Since she's the one I put under glass. Since she's the one I sheltered behind a screen. Since she's the one for whom I killed the caterpillars (except for two or three for butterflies). Since's she the one I listened to when she complained, or when she boasted, or even sometimes when she said nothing at all. Since she's my rose